segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Momentos de Decisão

Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz....” (Almir Sater)



Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer em nossas vidas depende de nossas escolhas. Desde a hora em que acordamos até a hora em que nos deitamos estamos fazendo escolhas.

_ “Levantar cedo ou não? – Tomar banho de manhã? – Com que roupa vou?”

E todas essas nossas escolhas vão tecendo a trama de nossas vidas e formatando nossos destinos.

Somos responsáveis, sim, por todas nossas escolhas, desde as mais simples até às mais complexas. Até mesmo não fazer nada ou deixar que outros escolham por nós, depende de nossas escolhas.

Dentre as várias decisões que temos que tomar, uma das que deveria ser mais cercada de cuidados é a escolha profissional, pois esta geralmente ocorre quando ainda não estamos maduros o suficiente para tal tarefa. É muito importante que reflitamos sobre isso porque é neste exato ponto que começamos a escrever nosso futuro de sucessos e realizações ou, de fracassos, enganos e frustrações.

Quando ainda estamos na fase da adolescência, aprendendo a nos conhecer e a conhecer o mundo, nos vemos diante da difícil tarefa de escolher uma carreira.

Alguns, já desde cedo, conseguem sentir uma certa orientação interna para determinada carreira; outros, por influências familiares ou sociais, acreditam saber o que escolher, mas a grande maioria sente-se perdida num mundo de possibilidades e de novas carreiras que aparecem a cada dia. Nesse cenário todo composto por intermináveis interrogações, o jovem se vê numa roda viva, com cobranças familiares, sociais, escolares e até suas próprias cobranças com a necessidade premente de fazer a melhor escolha até que se encerre o prazo para a inscrição para o próximo vestibular. E esta escolha acaba sendo feita de maneira meio precipitada e, na maioria das vezes, sem muita reflexão por parte do aluno e de seus familiares.

Terminada toda essa maratona, os jovens e suas famílias respiram aliviados e milhares e milhares de vagas pelo pais afora são preenchidas e começa-se então, uma nova etapa.

Acreditando que seus problemas acabaram, muitos jovens nem se dão conta de que é justamente agora que seus problemas estão começando. Para muitos, aquilo que eles estarão encontrando nos novos cursos está muito longe daquilo que eles imaginavam encontrar.

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e Tecnologia, baseado em dados do INEP para o período de 2001 a 2005, a taxa anual media de evasão no ensino superior brasileiro foi de 22%, mostrando uma tendência de crescimento. Essa evasão, segundo um artigo publicado no site www.univasc.com.br , baseada nos dados do Instituto Lobo, indica que, além dos motivos financeiros, a falta de conhecimentos sobre a carreira escolhida é o que leva muitos jovens a abandonarem os cursos. Além de causar prejuízos financeiros para as instituições, estimada na ordem de muitos bilhões de reais, há também os prejuízos de ordem emocional tais como: sensações de frustração, abandono, derrota e, às vezes, até depressão.

Quando a evasão ocorre pelo fator financeiro já existem, em algumas universidades, medidas estratégicas para conter esses números e segurarem os alunos na Instituição. Mas, e quando a evasão está relacionada a uma escolha antecipada de uma profissão, quando o aluno não está suficientemente amadurecido e preparado para tal escolha?

Além do alto índice de evasão escolar nas Universidades, há também aqueles que ainda estudam mais alguns semestres e depois desistem e também há os que acabam terminando os cursos, mesmo sentindo que não foi a escolha mais adequada a eles. Em atendimentos psicológicos realizados em consultório, aonde ouvi muitos relatos de pessoas que apresentavam problemas emocionais e, até mesmo comprometimentos físicos decorrentes de sofrimentos por más escolhas profissionais, levaram-me a uma reflexão sobre o desenvolvimento de um trabalho que pudesse ajudar as pessoas a terem uma possibilidade de uma escolha mais adequada de uma carreira.

O Serviço de Orientação Profissional e de Reorientação de carreira, em uma abordagem clínica, que atualmente ofereço em meus atendimentos em consultório, tem se mostrado muito produtivo na medida em que se torna um instrumental a mais que o jovem pode se utilizar para se conhecer melhor, descobrir suas potencialidades , aptidões, motivações e também obter informações atualizadas sobre os diversos cursos existentes, as diversas carreiras e o mercado de trabalho. E, para aquele que já é formado e já está inserido no mercado de trabalho e apresenta muitas dúvidas, incertezas, desmotivação, este Serviço de Orientação Vocacional e Reorientação de Carreira também tem auxiliado muito esses profissionais a se conhecerem melhor, descobrir suas potencialidades e competências e conseguirem uma segurança maior e maiores condições de desenvolvimento criativo que os ajudarão a lidar e a superar mais positivamente os diversos momentos e desafios com os quais todos nos deparamos no curso de nossas vidas.

Embora não existam fórmulas milagrosas que nos darão as respostas precisas acerca de nossos futuros, é certo que existe sim, a possibilidade de buscarmos orientação através dos vários profissionais qualificados para isso em diversos consultórios e instituições voltados para um trabalho sério de Orientação Profissional. Esses trabalhos de Orientação são importantes pois levam as pessoas a ampliarem suas consciências no sentido de buscarem um entendimento maior de quem são, quais os anseios de suas almas e a conhecerem suas potencialidades, aptidões, competências, levando-as a escolhas mais adequadas de carreiras que possibilitarão que elas tenham mais saúde e uma melhor qualidade de vida através da realização em seus aspectos físico, mental, emocional, espiritual e financeiro.